Enquanto tradicionalistas murmuram, NBA vive seu melhor momento


As viúvas esportivas são as piores. Se prendem à valores primitivos e não prestam atenção na genialidade que desfila em quadra a cada jogo da NBA. Com os melhores números ofensivos em 20 temporadas e exemplar saúde financeira na administração, a maior liga de basquete do mundo está em sua melhor fase da história.

A temporada 2013-14 registrou o jogo mais veloz estatisticamente, em tempo de posse de bola, desde o campeonato de 1993-94. A média de pontos por jogo, 101, é a maior dos últimos 19 anos. Todos esses dados podem ser observados em dois duelos de playoffs que começam neste sábado: Houston Rocktes x Portland Trail Blazers e Golden State Warriors x Los Angeles Clippers.

É totalmente válido o argumento de que ambos os duelos sejam os mais empolgantes que uma primeira rodada de pós-temporada já teve. Serão partidas típicas da nova era da NBA: jogo de transição forte, contra-ataque a todo instante e muitos arremessos de três pontos.

Dos 16 times que vão disputar o troféu Larry O’Brien, entregue ao campeão da associação, há exemplos de trabalho consistente e exemplar (San Antonio Spurs), um que superou perda de dois líderes e mesmo assim conseguiu classificação aos playoffs (Chicago Bulls) e até aquele time canadense avançou, como campeão da Divisão Atlântico ainda por cima (Toronto Raptors).

O sentimento de glória da NBA hoje é meio amargo para três times tradicionais, uma vez que sem eles a liga desfruta de um formidável momento.

Pela primeira vez na história da competição que Los Angeles Lakers, New York Knicks e Boston Celtics ficam, ao mesmo tempo, fora dos playoffs. Porém, o trio tem condições plenas de voltar, desde que, evidentemente, seja feito um bom trabalho de recuperação. A situação dos Celtics é a mais complicada, a dos Knicks intermediária e a dos Lakers a mais rápida de ser solucionada.

As tais viúvas bramam e destilam veneno ao não admitir que, mesmo sem forças da velha escola, a NBA consegue não apenas manter um nível excelente de jogo, mas elevá-lo. Claro, os playoffs da NBA seria mais charmoso com Lakers, Knicks e Celtics, mas a ausência é um simbolismo importante. A NBA não depende tanto assim do sucesso deles para estar bem.

Um tema recorrente aqui no grandes ligas é o desapego, aprender a viver no presente e deixar o passado, para trás. Do mesmo modo, há quatro anos um especial do blog levou o leitor a refletir sobre um fato: a qualidade de jogadores de nível A que atuam na NBA.

Com o título de Prósperos, o texto detalha feitos de grandes nomes da liga, como Tony Parker, Dirk Nowitzki, Derrick Rose, Chris Paul, Dwyane Wade, Kobe Bryant, Carmelo Anthony, Deron Williams, Dwight Howard...

E, óbvio, Kevin Durant e LeBron James.

Ambos estão em outro patamar, de fato. E a NBA merece que Durant destrone LeBron - pelo menos por uma temporada – e ganhe o MVP da atual temporada.

Os tradicionalistas, com seus argumentos nocivos e postura ranzinza, permeiam todos os setores... não é?

“Hoje não se faz boa música. Qualidade era lá em antigamente”

Filmes? Só vemos explosão e sexo nas telas. Coisa boa são os filmes em preto branco”

“Hoje só tem jogador de futebol perna de pau. Chamá-los de craques? Craques só os de outrora”

Engraçado que esse método de raciocínio interfere até na discussão do estado da nossa sociedade. Os jovens de ontem criticam aos quatro cantos o comportamento dos jovens de hoje, dizendo que tudo é baixaria, que não há mais responsabilidade.

Quando surgiu a revolução sexual, onde tudo era amor, sexo, drogas e rock and roll? Lá não existia esse comprometimento todo que os adultos de hoje (jovens de ontem), pregam.

Logo, a NBA que é tão contemporânea e progressiva, que dita regras e inova a cada instante, não é digna de ser ditada por valores antiquados e entrar na furada de propagar o que passou como superior apenas porque sim.

A NBA realmente está no seu melhor momento. Os tempos de thug players está bem longe e placares com mais de 100 pontos mais recorrentes. O novo comissário, Adam Silver, está estudando as melhores maneiras de criar meios para fazer a NBA progredir mais, ser mais próspera – entrará corretamente no mercado de patrocínio em camisas de jogo, próxima inevitável ação, porém essencial para continuar na modernidade.

E ainda conta com o camisa 6 do Miami Heat, que está prestes a se tornar o melhor jogador da história da liga.

Quem é inteligente e deixa o rancor de lado, percebe.

(GL)
Escrito por João da Paz

Um comentário:

Daniel Carvalho disse...

Acho a situação dos Celtics a mais fácil e rápida (pois o time é jovem e tem muitos picks no futuro) de solucionar, a dos Knicks a intermediária e a dos Lakers a mais dificil (o time é velho e caro)...

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