Continua ressentido ou aprendeu admirar LeBron James?


Quem acompanha a NBA, seja em qual grau de proximidade for, tem a chance de ser testemunha da história da associação: em quadra é possível ver um dos grandes jogadores de basquete de todos os tempos.

Nome e último nome: LeBron James.

Os que odeiam basquete destilam veneno contra o camisa 6 do Miami Heat. Não há como gostar desse magnífico esporte e não ficar deslumbrado com o que LeBron faz. Nesta temporada 2012-13 ele está deixando os críticos com nenhum argumento sustentável contra seu jogo, realizando pela quinta vez consecutiva a melhor temporada de um jogador na NBA. Esses desempenhos são materializados em apenas três troféus de MVP – um, devido insanidade da imprensa, foi dado a outro jogador. O quarto será entregue a ele ao final do atual campeonato, concretizando uma sequencia difícil de ser repetida.

LeBron conseguiu um registro formidável: seis jogos na sequência com pelo menos 30 pontos em cada partida e aproveitamento de 60% dos arremessos de quadra. Conquista propagada pelo mundo todo, ganhando o devido destaque. Porém, além de conseguir isso (nunca um jogador da NBA fez algo parecido), LeBron é mais, pois marca esses números passando a bola, pegando rebotes e jogando na defesa.

Contra o Thunder em Oklahoma (ontem, 14 de Fevereiro) LeBron anotou novamente +30 pontos e num momento marcou 10 pontos seguidos em 4 arremessos de quadra contra três diferentes defensores.

Enfim, é divertido assistir LeBron jogar.

Porque, como disse seu técnico Erik Spoelstra: “Ele [James] faz a grandeza parecer fácil”.

Nunca a NBA teve um jogador igual a LeBron James. Nenhum ponto de vista desmente a frase. Pode haver os que desvirtuam fatos e distorcem a realidade. Mas inventar história não vale – a não ser em tolas discussões sem futuro.

Entre tantos recordes, que tal este? LeBron é o jogador mais jovem e com menos jogos a atingir 20 mil pontos, 5 mil rebotes e 5 mil assistências na NBA. Tudo num tempo melhor (mais competitivo) que antigamente.

O mito cai: a NBA é melhor hoje do que em outros tempos (evidentemente).

Agora a NBA não permite pivôs como Greg Ostertag, Rik Smits e Bill Laimbeer. Veja a diferença física dos armadores John Starks e John Stockton para Russell Westbrook e Deron Williams. LeBron enfrenta melhores times e adversários do que qualquer outro jogador enfrentou. Tá, as defesas antes poderiam segurar e tudo mais. Contudo hoje, sem esse “recurso”, é preciso mais habilidade e conhecimento para jogar na defesa; e tem a marcação por zona, antes inexistente.

Uma qualidade especial dele é marcar o jogador que for preciso, não importa a posição. E não é apenas fazer “sombra”, mas ser efetivo. Ele age assim em toda a partida. Nos Jogos Olímpicos de Londres no ano passado todos observaram ele anulando os espanhóis Pau Gasol (ala-pivô) e José Calderón (armador). Tem a seu favor a aniquilação contra o estabelecido MVP de 2010-11 em jogos de playoffs...


Merecia ser o cara mais bem pago da NBA. Por decisão própria não é. Fez o certo ao trocar a irrelevante cidade de Cleveland pela quente e viva Miami. Optou pelo seu melhor e quem discorda da sua escolha merece caminhar perdidamente na Rua da Amargura. LeBron, incontestavelmente o atual melhor jogador da NBA, é o 13º na lista dos maiores salários. Ressaltando que entre os 10 primeiros 4 são daquele time de Los Angeles que está fora da zona de classificação dos playoffs. A Revista Forbes mostrou que o Miami Heat valia US$ 364 milhões antes de LeBron; hoje vale US$ 625 milhões. O próximo acordo televisivo da franquia será fechado num valor quatro (4!!!!) vezes maior que o anterior – por volta de US$ 100 milhões/ano, de acordo com a revista.

LeBron se consolida como o melhor ala da história da liga e se distancia no posto. Meu time ideal de todos os tempos:

Wilt Chamberlain
Kareem Adull-Jabbar
LeBron James
Michael Jordan
Magic Johnson

Só que Jordan deu uma de Edson Arantes do Nascimento e falou bobagem, usando um daqueles argumentos que os ranzizas adoram: diz preferir Kobe ao invés de LeBron se escorando nos títulos. Palavras de Jordan:

Cinco é mais que um toda vez que vejo”.

Curioso para saber se Jordan considera Bill Russell o melhor jogador de todas as eras do basquete mundial, afinal o ex-pivô do Boston Celtics tem 11 títulos.

E vou entrar na onda e digo aqui com força: Robert Horry é melhor que Jordan. Ora, toda vez que vejo, sete é maior que seis.

O ódio direcionado ao LeBron é bom para ele e para a mídia. O lado insensato gera tanto tráfego/audiência quanto o lado dos que reconhecem o talento do atleta. Esse último lado tem aumentado seu contingente, importante salientar.

Vai ser engraçado daqui a uns 10 anos quando for feita uma retrospectiva na NBA e notar como teve gente que abraçou a imbecilidade de se posicionar contrariamente à LeBron e torcer contra só para reforçar posicionamentos rasos e aloprados.

Enquanto os sábios aprendem, evoluem e vivem melhor.

Bem simples.


(GL)
Escrito por João da Paz
© 1 Mike Ehrmann / Getty Images
© 2 David Alvarez / Heat Media

Um comentário:

Paulo Cesar disse...

Ainda vai levar muito tempo para assimilarem Lebron James.
Afinal ninguém ama aquilo que não entende. :)

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